terça-feira, 21 de novembro de 2017

E agora? Saída de Roger retoma sina dos camisas 9, e Botafogo volta à estaca zero


De malas prontas para o Internacional, centroavante é o terceiro nos últimos anos a sair após se destacar e não renovar contrato. Pego de surpresa, clube já busca reposição no futebol brasileiro







Com seu artilheiro valorizado no mercado e em fim de contrato, o Botafogo sabia do risco de perder Roger, autor de 17 gols em 2017. Mas a notícia do acerto praticamente fechado com o Internacional pegou a diretoria de certa forma de surpresa. Após se assustar com a pedida inicial do centroavante e fazer uma contraproposta para renovação, ela ainda esperava por uma resposta. Agora, volta à estaca zero na busca por um camisa 9.


Para a reposição, o foco é o futebol brasileiro. Já houve contatos paralelamente à negociação com Roger, que era o "plano A", mas tudo ainda em estágio embrionário. Quem o Botafogo vinha tentando é Gilberto, que não continuará no São Paulo. Jair Ventura admitiu o interesse e elogiou o atacante, mas as cifras e ofertas de fora do país esfriaram a possibilidade. Recentemente oferecido, Michel Douglas, vice-artilheiro da Série C pelo CSA, foi descartado.



Opção, nome de Gilberto esfriou em General Severiano (Foto: Erico Leonan / site oficial do São Paulo FC)


Logo em uma semana voltada para as eleições presidenciais do clube, a saída de Roger aumenta a emergência por centroavantes. Brenner começou bem sua caminhada como titular nos últimos meses, mas já não marca gols há um mês e foi até barrado contra o São Paulo, no domingo. Reserva imediato, Vinícius Tanque é contestado por parte da torcida e pode ser emprestado para ganhar experiência. E Renan Gorne ainda não é visto como preparado para a missão.


Não se sabe se Roger, que retirou um tumor benigno do rim e vinha sendo preparado para voltar ao time nas últimas duas rodadas do Campeonato Brasileiro, ainda jogará pelo Botafogo devido ao desfecho da negociação com o Internacional. Fato é que ele se tornou o terceiro centroavante em três anos a sair após se destacar e não renovar o contrato, retomando a sina de despedidas dos camisas 9 alvinegros.


Relembre os outros:
NAVARRO


Navarro não renovou com o Botafogo e foi para o Puebla, do México, em 2015 (Foto: Divulgação / Puebla)


Contratado em julho de 2015, o uruguaio rapidamente se firmou como titular do Botafogo e caiu nas graças do torcedor alvinegro. Apesar dos constantes problemas de lesões, ele marcou nove gols em 15 jogos e foi o artilheiro do time na Série B do Campeonato Brasileiro. O clube também tentou a renovação no final de seu contrato, mas o centroavante, então com 30 anos, recebeu oferta melhor e foi para o Puebla, do México.



SASSÁ


Sassá não renovou com Botafogo e foi para o Cruzeiro no primeiro semestre (Foto: Divulgação/CEC)


Cria da base do Botafogo, o centroavante estourou em 2016 e terminou a temporada como artilheiro do time com 14 gols, mesmo sem jogar os primeiros meses por causa de lesão. Apesar de problemas disciplinares, o clube tentou renovar seu contrato, mas a alta pedida impediu. No último semestre de vínculo, viu-se obrigado a fazer uma troca com o Cruzeiro para não perder a joia de 23 anos de graça.


Os outros camisas 9 da atual gestão do Botafogo foram: Tássio, Bill, Luís Henrique, Ribamar, Canales, Vinícius Tanque e Brenner, os dois últimos do atual elenco de Jair Ventura.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Retorno e renovação: Roger tem semana decisiva dentro e fora de campo


Há quase dois meses sem jogar, atacante prepara retorno contra o Palmeiras após retirada de tumor no rim. Empresário do camisa 9 é aguardado no Rio para desfecho de negociação







Dentro e fora de campo, a semana promete ser decisiva para Roger. Ao mesmo tempo em que se prepara para voltar no jogo contra o Palmeiras, o atacante aguarda a definição de seu futuro. Seu empresário é esperado no Rio de Janeiro para definir sua situação contratual.


Roger tem contrato até o fim de dezembro e a negocia a renovação. A bola está com o atacante. Após ter a primeira pedida considerada alta, o Botafogo apresentou uma contraproposta. O empresário Marquinhos Neves se reunirá nessa semana para encontro com o vice de futebol, Cacá Azeredo.


A expectativa das duas partes é que o assunto seja encerrado nesta semana. De um jeito ou de outro. Roger pede salários de R$ 250 mil, além de luvas diluídas em sua remuneração mensal, auxílio moradia e bônus por metas alcançadas. O atacante já manifestou prioridade do Botafogo e disse que não abriria conversas com outro clube até uma definição com o Alvinegro. Corinthians e Inter estão interessados no camisa 9.


VOLTA CONTRA O PALMEIRAS


Roger voltou a treinar há quase duas semanas (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)


Enquanto aguarda seu representante e o Botafogo definirem seu futuro, Roger trabalha para voltar a jogar. Após retirar um tumor no rim, o atacante voltou aos treinos em 7 de novembro. O planejamento inicial previa 20 dias para recuperar 4 quilos de massa magra e a forma física. É grande a expectativa de que ele seja relacionado para o jogo contra o Palmeiras, na próxima segunda-feira.


- Conversei com o Ednilson (Sena), nosso preparador físico. Vamos lá, a gente está trabalhando para isso. Ele perdeu 4 kg de massa magra, requer um tempo. Quando jogadores voltam das férias para uma pré-temporada, já voltam muito abaixo. E o Roger ficou parado total, isso tem até um risco. Então a gente vai conversar muito com nosso departamento de fisiologia e ver quanto tempo vamos poder usar o Roger – disse Jair Ventura, após o empate contra o São Paulo.


Roger não joga há quase dois meses. Seu último jogo foi na vitória por 3 a 2 sobre o Coritiba, em 24 de setembro. Logo em seguida ele descobriu o tumor ainda em fase inicial e benigno. Até por isso, não precisou fazer quimioterapia ou radioterapia. Ele foi operado com sucesso no dia 8 de outubro e está curado.


Fonte: Por Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro

domingo, 19 de novembro de 2017

Jair vê equilíbrio no Pacaembu e lamenta invasão: "Não nos deixaram trabalhar"


Treinador reconhece que empate contra o São Paulo não foi o ideal e critica protesto de organizadas que impediu o treino do Botafogo no sábado, antes da viagem para capital paulista






Melhores momentos: São Paulo 0 x 0 Botafogo pela 36ª rodada do Brasileirão


A semana foi conturbada para o Botafogo, com derrota em casa para o lanterna e protestos no dias seguintes. No sábado, antes do embarque para a capital paulista, membros de torcidas organizadas invadiram o Estádio Nilton Santos e impediram o treino da equipe. Após o empate por 0 a 0 com o São Paulo, Jair lamentou o ocorrido e criticou os torcedores.


- Fomos prejudicados. Essas pessoas invadiram o treino não nos deixaram trabalhar. Antes de qualquer resultado, isso não é benéfico para a vida do treinador ou jogador. A gente tem um calendário muito cheio, com poucos dias de trabalho, e a gente não conseguiu trabalhar no último dia que tinha. Vocês viram aqui uma formação diferente, que foi mais na base de vídeo. A pessoa que achou que ia ajudar acabou prejudicando.


Apesar do terceiro jogo sem vitória, Jair Ventura mantém confiança na classificação. Com 52 pontos, o Botafogo caiu para 7º, mas pode deixar o G-7 em caso de vitória do Vasco sobre o Atlético-PR.


- A gente continua andando. Vai passar confiança, mostrar que o Botafogo não abdicou de sua vaga. A gente está na zona de classificação ainda, temos mais dois jogos para conseguirmos nosso objetivo. Só vai ser conquistado na última rodada, como foi no ano passado. Está tudo em aberto. Botafogo segue confiante – disse o treinador, após a partida, no Pacaembu.



Jair Ventura Botafogo (Foto: Miguel Schincariol )



OUTROS TRECHOS

Empate equilibrado

Partida muito equilibrada. As duas equipes buscando o gol. Qualquer um que saísse com a vitória, acho que seria justo pelo número de chances criadas. O Botafogo não abdicou por jogar fora de casa, pelo contrário, começamos até pressionando o São Paulo. Avaliando o resultado, pela circunstância não é bom. Mas olhando por outro prisma, você jogando contra o São Paulo em sua casa, buscando seu objetivo dentro da competição, então não pode desfazer de um ponto.


Roger contra o Palmeiras?


Estava conversando isso agora com o Ednilson (Sena), nosso preparador físico. Vamos lá, a gente está trabalhando para isso. Ele perdeu 4 kg de massa magra, requer um tempo. Quando jogadores voltam das férias para uma pré-temporada, já voltam muito abaixo. E o Roger ficou parado total, isso tem até um risco. Então a gente vai conversar muito com nosso departamento de fisiologia e ver quanto tempo vamos poder usar o Roger.


Últimos 2 jogos

Marca que foi o ano todo, um time valente, que começou antes de todo mundo e que chegou mais longe que todo mundo tirando o Grêmio e Cruzeiro. Fomos à semifinal da Copa do Brasil, às quartas de final da Libertadores e que está na zona de classificação. Apesar das nossas dificuldades, estamos brigando sempre entre os melhores do país.


Vontade dos jogadores

Fizeram boa partida, de muita entrega, organização tática, acho que é uma marca desse Botafogo. Time que não se entrega, briga por todas as bolas, não falta competitividade. Foi um jogo bom, equilibrado. Lógico que quem assiste quer ver gols, não teve, mas tivemos bastantes oportunidades. As duas equipes buscando, acho que o resultado foi justo.


Bruno Silva

O treinador tem o papel mais importante de ser gestor de pessoas. Sempre falo quando me perguntam, sou o treinador mais jovem da Série A, os jogadores não vão me respeitar pelos meus cabelos brancos, mas sim pelo meu conhecimento, conduta, caráter, como lido com eles. Assim que conquisto eles, e com o Bruno não é diferente. A gente conversou com ele, que teve a humildade de pedir desculpas.


É um momento de cabeça quente, eu entendo muito bem porque ele é muito competitivo como eu. E apesar de ser jovem, tenho idade acima da dele e eu fiz muita coisa para melhorar nesse aspecto. Quando você perde e tem a situação que aconteceu com ele, você fica chateado. Isso já passou, importante agora é que estamos fortes e focados.


Fonte: GE/Por Felipe Zito, São Paulo