terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Botafogo muda projeto, aumenta número de campos, mas CT pode ficar só para 2019


Alvinegro consulta empresa para otimizar espaço, mas ainda não pode começar obras enquanto não acontece regularização das escrituras. Atraso já faz cogitarem mudança só na próxima pré-temporada








O novo CT do Botafogo segue em compasso de espera. Mas a previsão da diretoria de se mudar até maio para o Espaço Lonier, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, está cancelada. O clube ainda não pode começar as obras no local enquanto os proprietários atuais não regularizam as escrituras para a venda. Isso porque, se algo der errado no processo, o Alvinegro perderá dinheiro reformando uma área que não será sua.


Enquanto espera, o clube consultou uma empresa especializada e decidiu mudar o projeto inicial, que previa três tipos de campo: dois oficiais com grama natural e quatro sintéticos (sendo dois de 90x60 metros e outros dois society). A diretoria decidiu aumentar o número dos campos oficiais, de grama natural, e para isso a nova estrutura será discutida em reunião na próxima semana.



Espaço atualmente conta só com um campo de medidas oficiais (Foto: site espaço lonier)


Os irmãos Moreira Salles, dois ilustres alvinegros que financiarão o projeto, já deram o sinal, mas só comprarão o CT quando ele estiver 100% regularizado. O principal entrave era um pedaço do terreno que estava sob posse, mas a ESTA (Empresa Saneadora de Território Agrícola), dona do domínio, fez acordo e passou a escritura para o Lonier. Faltam terminar as etapas burocráticas.


Só depois de registrar tudo é que pagarão o restante para concluir a venda. Há um prazo até dia 31 de março para efetivarem a compra, porém, ele pode ser renovável por mais 90 dias. Pelo atraso e mudança no projeto, internamente no clube já se trabalha com a ideia de mudança completa, com as categorias de base e o elenco profissional do futebol, só na pré-temporada de 2019.


Investimento detalhado



Conheça o Espaço Lonier, futuro CT do Botafogo


A operação de compra do CT, aprovada em julho do ano passado no Conselho Deliberativo, terá um custo total de R$ 25 milhões pagos pelos irmãos Moreira Salles, que serão ressarcidos em um prazo de 30 anos, em 360 parcelas corrigidas pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor).


Do montante, seriam R$ 20 milhões para adquirir o terreno e outros R$ 5 milhões para realizar melhorias no local. Porém, o custo aumentou em R$ 300 mil para comprar a parte do terreno que estava como posse, com isso sobrarão R$ 4,7 milhões para reformas.


Em caso de inadimplência do clube, os irmãos poderão romper o contrato, restituindo tudo pago com desconto de 10%. No acerto está previsto que 20% dos jogadores da base que vierem a ser negociados serão destinados aos financiadores para amortizar a dívida. Só vale para vendas após a assinatura. Também será obrigatório a construção de uma escola no complexo.


O Espaço Lonier fica em Vargem Pequena, possui 200.000 m² e sua estrutura atual já oferece auditório, vestiários, restaurantes, além de um hotel com 40 quartos com capacidade para receber até 180 pessoas. As acomodações foram reformadas pelos americanos, que usaram o local nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Em janeiro do ano passado, o Bangu realizou sua pré-temporada no local.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Fred Gomes e Thiago Lima, Rio de Janeiro

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Prazo vence, Cruzeiro não quita dívida por Bruno Silva e explica o motivo


Clube celeste ainda deve R$ 1 milhão ao Botafogo devido à compra do meio-campista, mas devido à penhora do dinheiro, ainda não realizou o pagamento





O Cruzeiro ainda deve R$ 1 milhão ao Botafogo devido à compra de Bruno Silva. O negócio já custou aos cofres do clube mineiro R$ 5 milhões - R$ 4 milhões pagos aos cariocas e R$ 1 milhão à Ponte Preta. Entretanto, como a ida de Rony ao Fogão não se concretizou, a diretoria celeste precisará arcar com mais dinheiro. O prazo para a realização desse pagamento venceu no dia 12, e a Raposa ainda não quitou o débito.




Cruzeiro ainda não pagou o valor restante pelo Bruno Silva (Foto: Divulgação/Cruzeiro)


O Cruzeiro alega que ainda não realizou o pagamento porque o valor destinado ao Botafogo teria sido penhorado. De fato, uma ação de responsabilidade do ex-preparador físico do clube carioca, Moracy Sant’anna, penhorou o dinheiro que seria repassado pelo Cruzeiro. Nesse processo, Moracy cobra R$ 890 mil de encargos trabalhistas não recolhidos na gestão do Assumpção, em 2014 (clique aqui e saiba mais).


Em contato com o GloboEsporte.com, o Cruzeiro alega estar ciente da penhora e, por isso, está "aguardando o desfecho para pagar de forma correta". Ou seja, o clube só vai pagar quando o Botafogo se acertar na Justiça do Trabalho com o ex-preparador físico.


Bruno Silva foi contratado pelo Cruzeiro ainda em dezembro do ano passado, por três temporadas. No dia 4 de janeiro, o clube mineiro pagou ao Botafogo os R$ 4 milhões necessários para tirá-lo de General Severiano, e encaminhou o empréstimo de Rony.


Entretanto, o Albirex, do Japão, então clube do atacante, cobrou uma multa de U$ 10 milhões (cerca de R$ 32,1 milhões) para liberar o jogador, o que dificultou o acordo. Antes disso, já estava acordado com o Botafogo que, se o negócio com Rony desse errado, o Cruzeiro arcaria com mais R$ 1 milhão - o que ainda não foi quitado.


Bruno Silva já estreou pelo Cruzeiro, mas ainda não mostrou o bom futebol dos tempos de Botafogo. Até aqui, foram quatro jogos disputados, sendo dois como titular. Atualmente, está no departamento médico, devido a um corte no pé, ocasionado por um acidente doméstico.


Fonte: GE/Por Thaynara Amaral (*), de Belo Horizonte (*) Sob supervisão de Rodrigo Fonseca

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Que time Valentim vai mandar a campo na quinta-feira? Façam suas apostas!



Técnico Alberto Valentim no seu primeiro treinamento no Estádio Nilton Santos. (Vitor Silva/SS Press/BFR) #VamosFOGO (Botafogo de Futebol e Regatas)

Salve, salve companheiros! 

A última vez que estive por aqui, escrevendo, o Botafogo ou aquilo que sobrou dele após a desclassificação humilhante na Copa do Brasil se preparava para encarar o Flamengo em uma das semifinais da Taça Guanabara. Sem forças para reagir após o vexame contra a desconhecida Aparecidense-GO, a equipe comandada por Felipe Conceição foi derrotada novamente, dessa vez por seu maior rival.

O segundo revés na semana mais importante da temporada foi o bastante para a Diretoria reconhecer que a aposta feita no início do ano foi muito alta e decidiu pelo afastamento de Tigrão do comando técnico da equipe principal. Se por um lado demoraram para demitir o técnico, por outro foram bem ágeis na definição do substituto. A escolha caiu sobre Alberto Valentim que havia treinado o Palmeiras após a saída de Cuca. 

Após sete jogos à frente da equipe, Conceição caiu como clamava a torcida. Em parte, por falta de experiência (quis implantar um novo modo de jogar abandonando completamente a base tática deixada pelo antecessor e, se não bastasse a audácia, foi para o primeiro jogo decisivo do ano com uma formação com três zagueiros sem que tenha treinado para isso); falta de resultados - consegui apenas duas vitórias pelo Carioca (Macaé e Boavista)... mais »